quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma farsa de centro de interpretação ambiental!


Antes mesmo de começarem as obras, já eu tinha ouvido dizer que mais tarde iria surgir ali um espaço de restauração, na forma de complemento ao centro de interpretação ambiental, algo que compreendi perfeitamente, no entanto a história não foi bem assim...
Confesso que fui apanhado completamente de surpresa com o final da história, sentindo-me agora, enquanto cidadão, ultrajado com o que acabou por acontecer.
Indo aos factos, e muito genericamente, há anos atrás, surgiu o projecto de um centro de interpretação ambiental, para a nascente dos olhos de água, em Ansião, a situar no lugar de um antigo lagar, o qual foi completamente arrasado. Findadas as obras, comparticipadas com fundos comunitários, estas foram então faustosamente apresentadas à comunidade ansianense. Tinha-se agora um espaço onde se poderia fazer muito pela educação ambiental, honrando também a nascente dos Olhos de Água.
Os meses foram passando e apenas passaram por ali meia dúzia de actividades, faltando uma verdadeira agenda de centro de interpretação ambiental, facto que, por várias vezes, cheguei aqui a criticar.
Mais uns meses e (re)começaram obras numa obra inaugurada com pompa e circunstância há poucos anos. Não estranhei tais obras, no entanto comecei a estranhar o rumo das mesmas. Já com estas mesmas obras terminadas, eis que tem-se um restaurante, algo de positivo, no entanto, eis algo que me intrigou,  o facto de não ver mais o centro de interpretação ambiental da nascente dos Olhos de Água.
E não é que o restaurante ocupou o espaço do centro de interpretação ambiental?! Fiquei chocado, pois fica-me a ideia que o centro de interpretação ambiental foi apenas o alibi para conseguir fundos comunitários para o que já não é efectivamente um centro de interpretação ambiental, algo que considero um escândalo. 
O que me choca no que, para mim, acabou por ser uma farsa, não é o facto de ali se ter agora um restaurante, o problema é ter-se utilizado a figura de centro de interpretação ambiental, quando afinal parece que a intenção nunca seria essa mesma no médio ou longo prazo. Quanto a mim, fica claramente a ideia de que o que sempre esteve pensado para aquele local foi mesmo um restaurante e não um centro de interpretação ambiental. Não me parece que se o projecto inicial tivesse previsto um restaurante, a coisa fosse aprovada, digo eu...
Será que a União Europeia, a mesma que aprovou os fundos para o projecto, saberá do rumo que este  "Centro de Interpretação Ambiental" tomou? Será isto legal, tendo em conta que o dinheiro veio com um intuito e agora o intuito é outro?
Além disto tudo, resta saber se é verdade o que me foi dito sobre o contrato de arrendamento, que só agrava o mal estar que sinto sobre uma situação que considero inaceitável do ponto de vista ético.
Em ano de autárquicas, eis um assunto que muito irá dar que falar. Naturalmente que isto passará também pela imprensa local e regional.
Eu não me conformo, resta-me agora saber a vossa opinião. Impõe-se agora o debate!


1 comentário:

OLima disse...

Adivinhe o que vou fazer...