quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Para quando um Centro Ciência Viva do Carvalho Cerquinho na região de Sicó?!

Já fiz uma breve referência a esta ideia, já há 2 anos, mas a sua importância justifica agora uma nota de realce, não esquecendo que estamos em pleno Ano Internacional das Florestas (e ano europeu do voluntariado).
Uma das tristes realidades da região de Sicó, é que tendo muitos recursos não se aproveitam os mesmos, pelo contrários destrói-se, consciente ou inconscientemente estes mesmos recursos, uns identificados, outros não identificados, em busca de um suposto desenvolvimento (quando afinal confunde-se crescimento - que não é por si sustentável - com desenvolvimento - que é por sim sustentável...). Todos temos culpa deste facto, uns por fazerem as coisas por interesse próprio, outros porque não sabem fazer, e outros ainda porque não exigem que se faça.
Somos mesquinhas porque apesar de vermos que as coisas estão mal, pactuamos com esta triste realidade, fingindo que não é conosco, mas sim com o vizinho do lado. É precisamente isto que o azinheiragate tenta reverter, informando as pessoas e com isso tornando-as cidadãos mais informados, capazes de começar a exigir (construtivamente) que se façam coisas diferentes e melhores.
A ideia que destaco agora, já a apresentei oficialmente há 2 anos, mas ninguém, até agora, quis saber. Aposto que se fosse alguém de forma de Portugal a propor o mesmo as coisas já seriam diferentes, pois temos a mania de pensar que só se têm ideias boas lá fora, quando afinal também as temos cá dentro.
Os factos são simples, existe na região de Sicó a maior mancha de carvalho cerquinho da europa, mas infelizmente não existe nada que honre e potencie este recurso fabuloso. Por isso mesmo é que há 2 anos propûs oficialmente a ideia de ponderar a criação de um Centro Ciência Viva do Carvalho Cerquinho.
Apesar deste facto já antes tinha trabalhado no projecto que poderia levar à criação desta mesma infraestrutura, existindo inclusivé o projecto que esteve para ser candidatado a fundos comunitários em conjunto com outras duas infraestruturas (escola da geodiversidade e um espaço de apoio a investigadores que fizessem de Sicó a sua área de trabalho).
Na altura eu baptizei o projecto como escola da biodiversidade, e como poderão observar, este projecto incluia a recuperação de uma antiga escola primária abandonada (Ariques):


O projecto infelizmente não foi avante, por motivos que não importa aqui referir, mas basicamente tem a ver com a política rasca que se faz na região de Sicó.

Assim sendo, lanço o desafio agora à Câmara Municipal de Ansião para a criação de um Centro Ciência Viva do Carvalho Cerquinho. Há pelo menos duas antigas escolas primárias que se podem recuperar e sei que há a capacidade de ir em frente com um projecto deste género. Além disso sei que há a capacidade de fazer algo que corresponda há verdade, pois o que se costuma fazer é recuperar um edifício e baptizá-lo de centro de interpretação, quando afinal isso é na maior parte das vezes uma farsa. Há know-how (Universidades e Centros de Investigação, por exemplo em Coimbra), pessoas interessadas em ajudar gratuitamente e sem dúvida alguma que é um projecto âncora na valorização do património natural da região de Sicó.

Fica então o desafio à Câmara Municipal de Ansião...

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