segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Seminário MosaicoLab, uma semente do CREATUR


Decorrente de um muito interessante projecto que está a ser desenvolvido por várias universidades, de Norte a Sul do país, o CREATUR, eis que surge na região de Sicó uma das sementes deste projecto de turismo criativo, o MosaicoLab. Coincidência ou não, e ainda sem saber deste projecto (MosaicoLab), há poucas semanas estive reunido com elementos deste projecto e confesso que foi bastante interessante conversar com estes investigadores num gabinete de uma das universidades envolvidas neste projecto, ficando eles a saber de um outro projecto idealizado e desenvolvido na região de Sicó por sicoenses.
Neste mesmo projecto, o MosaicoLab, várias actividades estão previstas, portanto nada como começar a publicitar uma particularmente interessante, um workshop sobre mosaicos, ou seja toca a analisar a informação que consta no link em causa e divulgar, sendo que as inscrições são limitadas. Inscrevam-se e/ou divulguem esta acção patrimonial, pois o património e Sicó agradecem.
Importa também referir o seminário e as visitas guiadas temáticas programadas para as Jornadas Europeias do Património, que irão decorrer no próximo fim-de-semana.
São, portanto, mais uns quantos bons motivos para visitar a região de Sicó, aprender sobre o património e ficar mais consciente do imenso património e cultura que esta região tem para nos surpreender!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Acudam aos muros de pedra da região de Sicó!!




Antes de mais desculpem a fraca qualidade das imagens, fruto de um problema técnico decorrente do computador a partir do qual captei as imagens que aqui apresento, através do facebook de um elemento do executivo da Junta de Freguesia do Alvorge, Ansião (Carlos Anastácio).
Logo que vi estas imagens, que ilustravam o alargamento de caminhos florestais, delimitados pelos belos e característicos muros do carso de Sicó, fiquei preocupado, já que a esmagadora maioria das vezes isso significa que os muros vão ser arrasados e não são reconstruídos segundo a tipologia tradicional, algo que é grave em termos de identidade local e em termos de degradação da paisagem cultural de Sicó. Questionei sobre o facto se os muros seriam refeitos, tendo-me sido respondido que não, já que apesar de isso até ter estado previsto, mas que o dono tinha voltado atrás da decisão de recuperar os muros.
Não condeno o proprietário, já que a sensibilização é inexistente, tal como regras que visem a preservação destes fundamentais elementos da paisagem cultural de Sicó. Condeno sim e lamento profundamente a falta de regras que salvaguardem este tipo de património construído, as quais poderiam estar devidamente transpostas em sede de Plano Director Municipal e noutros planos relacionados. Falta a sensibilização a todos os níveis. Nunca houve um real interesse em desenvolver esta questão, contudo os nossos autarcas continuam a defender a necessidade de proteger o património, pelo menos quando falam para os jornais, rádio ou televisão. São, portanto inconsequentes. Falo, claro, ao nível das Câmaras Municipais, já que as Juntas de Freguesia pouco podem fazer neste domínio, seja pela falta de técnicos, seja pelos orçamentos respectivos. 
Urge alterar o paradigma, a bem da paisagem cultural da região de Sicó. Caso não o façamos, daqui a poucos anos imagens belas como esta farão parte do passado, algo que lamento profundamente...
Peço-vos, portanto, que partilhem este humilde comentário, de forma a que a mudança comece agora e em força!







sábado, 9 de setembro de 2017

Resumindo, é isto!


Todos os anos costumo publicitar as Jornadas Europeias do Património e este ano não é excepção. A diferença é que este ano participo activamente nas mesmas, através de uma pequena exposição de registos fotográficos associados a alguns dos elementos representativos da geodiversidade que podem  observar pelos lados de Alvaiázere. Trata-se, portanto, de uma exposição fotográfica de cariz científico, com um objectivo declaradamente pedagógico. Espero que este extra vos motive a ir a Alvaiázere e a passar um dia diferente, a desfrutar o património local e a conviver com aqueles que pugnam pelo património natural e cultural de Alvaiázere.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O que é bom é para se partilhar!


A diferença entre o sucesso e o insucesso nas políticas de desenvolvimento territorial tem a ver em boa parte com a competência ou incompetência das pessoas que estão à frente dos organismos ou associações que operam às várias escalas. Neste caso refiro-me à escala local e, concretamente, a Alvaiázere. Nos últimos tempos as coisas mudaram para melhor, fruto do fim da "idade das trevas" e dos velhos do Restelo e da era dos ressabiados mimados. O paradigma mudou e outros "actores" entraram em cena, facto que teve reflexos positivos.
Uma das pessoas que entrou em cena, com uma postura e competência a destacar, foi o, agora, Presidente da Associação de Desenvolvimento Integrado do Concelho de Alvaiázere, Bruno Furtado de Sousa, que trouxe consigo algo que faltava em Alvaiázere há muitos anos, sabedoria, criatividade e humildade. Ao contrário de outros, que não sabem ouvir os outros nem mesmo trocar ideias de forma honesta e produtiva, é alguém que tem capacidade de encaixe, que não embirra com aqueles que têm ideias diferentes e que respeita, não tentando tramar a vida pessoal e profissional de quem discorda de si. Não sendo o único responsável pela realização do evento que destaco neste comentário, é alguém que considero determinante para a realização do mesmo, dada a sua postura e vontade de fazer mais.
O bootcamp de empreendorismo não é o início de algo, é sim a continuação de um processo que já teve início há algum tempo e foi devidamente planeado. 
Já estive presente numa outra actividade promovida pelos mesmos actores de desenvolvimento territorial e posso dizer que foi algo de excepcional.
Esta iniciativa tem um potencial mobilizador importante em termos de dinamização territorial e económica, daí a importância de o referir e de o ajudar a publicitar. Não tenho a mínima dúvida dos efeitos positivos que esta linha de actuação, presentemente em desenvolvimento em Alvaiázere, terá a nível concelhio e a nível regional, a seu tempo. Sim, porque cada concelho só estará melhor se os seus vizinhos também estiverem, pormenor que tem escapado a muita gente, defensora das políticas das capelinhas.
Para o/as interessado/as, fica o programa:

"16 Setembro
09h30 // Sessão de Abertura
Célia Marques, Câmara Municipal de Alvaiázere
Vanessa Batista, Territórios Criativos
10h00 // Inspirational Talk (sessão aberta ao público)
Isabel Neves, empresária e reconhecida investidora (Shark Tank Portugal)
11h30 // Coffee Break
12h00 // Perfect Pitch
Vanessa Batista, Territórios Criativos
13h00 // Almoço Livre
14h30 // Teamwork
16h00 // Speed Mentoring

17 Setembro
10h00 // Empreendedorismo e o Potencial da Região Centro (sessão aberta ao público) Gonçalo Gomes, Turismo do Centro
João Coroado, Instituto Politécnico de Tomar
Luís Matos Martins, Territórios Criativos
Rui Pedrosa, Instituto Politécnico de Leiria
Moderação – Mário Pinto, Diário de Leiria
11h30 // Coffee Break
11h45 // Pitch your Idea
13h00 // Sessão de Encerramento
Célia Marques, Câmara Municipal de Alvaiázere
13h15 // Network & Lunch"
Fonte: Alvaiázere +
Parabéns a todos os organizadores deste evento, Sicó fica-vos agradecida!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Dar vida ao património!


Tendo em conta que a iniciativa "Dar vida aos coretos" também passa pela região de Sicó, concretamente por Alvaiázere, que tem um belo coreto, importa ajudar a divulgar esta iniciativa que tanto valoriza os nossos belos coretos. Agora não há desculpa para não ir a este evento!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Árvores monumentais: proteger e classificar!


Na região de Sicó ainda existem muitos exemplares daquilo a que se pode chamar como árvores monumentais. A da foto é uma bela oliveira situada pelos lados de Alvaiázere, mas poderia ser em qualquer parte da região de Sicó.
Infelizmente os municípios não têm apostado na preservação e na classificação destes belos exemplares do arvoredo da região de Sicó. São importantes a vários níveis, desde a botânica ao turismo. São raríssimos os exemplares que estão devidamente catalogados e classificados nos respectivos Planos Directores Municipais, algo de incompreensível. Das vezes que tentei sensibilizar para a classificação de alguns exemplares, a reacção foi de desinteresse, sendo que vi que essa possível classificação era encarada como um possível estorvo...
Em tempo de eleições muitos fazem-se de amigos da Natureza, contudo não são consequentes e rapidamente esquecem as suas próprias palavras. Das raras ocasiões onde surgem na notícia é apenas para aparecer na foto, com uma enchada na mão, a plantar uma árvore num qualquer jardim, de fato e gravata...
E nós, o que podemos fazer para reverter este esquecimento deste imenso património? Exigir a sua valorização e a sua protecção! Podemos inclusivamente pedir a classificação de exemplares monumentais, algo que não é difícil de se fazer. Havendo vontade e um bocadito de tempo faz-se! E se precisarem de ajuda, pode ser que se arranje.
Porque as árvores são dos mais belos monumentos naturais, há que pugnar pela protecção dos mesmos. Cada árvore que nasce é mais uma homenagem a este belo planeta em que vivemos. Plantar espécies autóctones deveria ser um acto natural por parte de cada um de nós. Carvalhos, azinheiras, sobreiros, loureiros, nogueiras, castanheiros, freixos e muitos outros mais podem ocupar o seu espaço, seja em terrenos desflorestados, seja em terrenos ocupados pela praga dos eucaliptos.
A árvore é um berço da vida!